A magia do storytelling

Para muitos, o storytelling não é considerado um processo, um método ou uma técnica. O storytelling é uma arte: a arte de contar histórias.

E como toda arte, ele requer criatividade, visão, habilidade e muita prática. É um processo de erros e acertos, até que se consiga dominá-lo.

Se parece bastante trabalhoso, aqui vai uma notícia: é porque realmente é. Mas o storytelling se tornou uma parte essencial das campanhas de marketing mais bem sucedidas.

Além do mais, ele é o fundamento do marketing de conteúdo.

O storytelling é uma ferramenta incrível que você pode adicionar ao seu cinto de utilidades do marketing! Então fique ligado nesse artigo que separamos para que você possa entender tudo sobre ele e possa utilizá-lo nas suas campanhas.

O que é storytelling?

Storytelling é o processo de usar fatos e narrativas para comunicar algo ao seu público. Algumas histórias são factuais e algumas são embelezadas ou improvisadas para explicar melhor a mensagem central.

O ato de contar histórias é muito antigo. De fato, ele sempre esteve presente em toda cultura e sociedade até os dias de hoje. As histórias são uma linguagem universal que todos – independentemente de dialeto, cidade natal ou patrimônio – podem entender.

Contar uma história é como criar uma pintura com palavras. Embora qualquer pessoa possa contar uma história, algumas pessoas desenvolvem sua habilidade em storytelling para se tornarem storytellers em nome de alguma organização, marca ou empresa.

Você já pode ter ouvido falar desses profissionais: muitos são chamados tipicamente de marqueteiros, redatores de conteúdo ou profissionais de relações públicas.

Por que contamos histórias?

Há uma variedade de motivos para alguém contar – e ouvir – uma história. Seja para vender, entreter ou educar. Por que as histórias são nossa maneira de compartilhar, explicar e vender informações?

Veja abaixo:

As histórias facilitam o entendimento de conceitos complexos

Tentar explicar uma ideia é uma das coisas mais complicadas que existem. As histórias facilitam esse processo. Todos nós já passamos por isso.

Talvez uma professora teve de usar um exemplo real para explicar um problema de matemática, um pregador ilustrou uma situação durante seu sermão, ou um locutor utilizou um estudo de caso para ilustrar dados muito complexos.

As histórias ajudam a solidificar conceitos abstratos e a simplificar mensagens complexas. Um dos maiores benefícios do storytelling é facilitar o entendimento de conceitos não tangíveis e transformá-los em ideias concretas.

As histórias unem as pessoas

Como dissemos acima, as histórias são uma espécie de linguagem universal. Todos nós entendemos a história do herói, do oprimido ou de um coração partido.

Todos nós processamos emoções e podemos compartilhar sentimentos de alegria, esperança, desespero e raiva. Compartilhar uma história dá às pessoas mais diferentes um senso de comunidade e união.

Em um mundo dividido por uma infinidade de coisas, as histórias unem as pessoas . Apesar de nossa linguagem, religião, preferências políticas ou etnicidade, as histórias nos conectam através da maneira como nos sentimos e respondemos a elas.

As histórias nos tornam humanos.

As histórias inspiram e motivam

Assim como as histórias nos tornam humanos, isso também funciona para as empresas. Quando marcas e empresas são transparentes e autênticas, isso faz com que seus consumidores consigam se conectar e relacionar com elas mais facilmente.

Aproveitar as emoções das pessoas e descobrir o que é bom e o que é ruim é como as histórias inspiram e motivam e, eventualmente, impulsionam a ação.

As histórias também promovem a fidelidade à marca. Criar uma narrativa em torno de sua marca ou produto não apenas a humaniza, mas também facilita a comercialização dos seus produtos ou serviços.

O que faz uma boa história?

Uma história “boa” ou “ruim” dependem da opinião de cada usuário. No entanto, há alguns componentes não negociáveis que contribuem para uma ótima experiência de storytelling, tanto para o leitor quanto para o storyteller.

Boas histórias são:

  • Divertidas. Boas histórias envolvem o leitor e os mantém interessados no que virá a seguir.
  • Educativas. Boas histórias despertam a curiosidade e se somam ao banco de conhecimento do leitor.
  • Universais. Boas histórias seguem uma organização sucinta que ajuda a transmitir a mensagem central e ajuda os leitores a absorvê-la.
  • Memoráveis. Seja por inspiração, escândalos ou humor, boas histórias ficam na mente do leitor.

De acordo com a Hubspot, são três os componentes para criar uma boa história – independente de que tipo de história você quer contar.

Personagens

Cada história apresenta pelo menos um personagem, e esse personagem será a chave para relacionar seu público com a história. Esse componente é a ponte entre você, o contador de histórias, e o público. Se o seu público pode se colocar no lugar do seu personagem, será mais provável que ele atenda o seu apelo à ação, seja ela uma venda ou qualquer outra coisa.

Conflito

O conflito é a lição de como o personagem supera um desafio. Conflito em sua história provoca emoções e conecta o público através de experiências relatáveis. Ao contar histórias, o poder está no que você está transmitindo e ensinando. Se não houver conflito em sua história, provavelmente nem é uma história.

Resolução

Toda boa história tem um final, que nem sempre precisa ser bom. A resolução da sua história deve resumir a história, fornecer contexto em torno dos personagens e conflitos e deixar sua audiência com um call-to-action.

O processo do storytelling

Assim como qualquer tipo de arte, o storytelling requer muita prática. E é aí que entra o processo do storytelling.

Pintores, escultores e desenhistas seguem seu próprio processo criativo ao produzir sua arte. Isso os ajuda a saber por onde começar, como desenvolver sua visão e como aperfeiçoar sua prática ao longo do tempo. O mesmo vale para contar histórias… especialmente para empresas que escrevem histórias.

Por que esse processo é importante? Porque, como organização ou marca, você provavelmente tem uma tonelada de fatos, números e mensagens para transmitir em uma história sucinta. Como saber por onde começar?

Comece com o primeiro passo. Você saberá para onde ir (e como chegar lá) depois disso.

1 – Conheça o seu público

Quem quer ouvir a sua história? Quem vai se beneficiar dela? Quem irá responder mais fortemente?

Para criar uma história convincente, você precisa primeiramente entender os seus leitores e saber quem irá responder e tomar uma ação.

Antes de começar a escrever, gravar um vídeo ou contar histórias nas redes sociais, faça uma pesquisa no seu mercado alvo e defina a sua persona. Esse processo fará com que você conheça quem pode estar lendo, visualizando ou ouvindo sua história.

Além do mais, você terá uma boa visão da direção crucial para os próximos passos, enquanto você constrói a base da sua história.

2 – Defina a sua mensagem principal

Antes de sequer pensar em escrever ou gravar a sua história, você deve saber qual a mensagem central da sua história. Ela funciona como a fundação de uma casa: por isso deve ser estabelecida antes de avançar.

Sua história tem o intuito de vender um produto ou levantar fundos? Está explicando um serviço ou defendendo um problema? Qual é o sentido da sua história?

Para fazer isso, tente resumir sua história em seis a dez palavras. Se você não conseguir, é porque não tem uma mensagem principal.

3 – Decida que tipo de história você vai contar

As histórias não são criadas da mesma forma. Para determinar que tipo de história você deseja contar, descubra o que você quer que seu público sinta ou como quer que eles reajam.

Isso irá auxiliá-lo a determinar como você vai tecer a sua história e qual objetivo você deseja alcançar.

Se o seu objetivo é:

  • Incitar uma ação: Sua história deve descrever como uma ação bem-sucedida foi concluída no passado e explicar como os leitores podem implementar o mesmo tipo de mudança. Evite detalhes excessivos e exagerados ou mudanças de assunto para que seu público possa se concentrar na ação ou mudança que sua história incentiva.
  • Contar uma história sobre você: Conte uma história que mostre lutas, falhas e vitórias genuínas e humanizadoras. O consumidor de hoje aprecia e se conecta com as marcas que comercializam com autenticidade. Para isso, o storytelling não é exceção.
  • Transmitir valores: Sua história deve explorar emoções familiares, personagens e situações para que os leitores possam entender como a história se aplica à sua própria vida. Isso é especialmente importante ao discutir valores com os quais algumas pessoas podem não concordar ou entender.
  • Promover colaboração: Conte uma história que leve os leitores a discutir e compartilhá-la com outras pessoas. Use uma situação ou experiência com a qual os outros possam se relacionar. Crie situações e personagens neutros para atrair a maior variedade de leitores.
  • Transmitir conhecimento: Sua história deve apresentar uma experiência de tentativa e erro, para que os leitores possam aprender sobre um problema e como uma solução foi descoberta e aplicada. Discuta outras soluções ou alternativas também.

4 – Estabeleça um call-to-action

O objetivo do seu storytelling e o seu call-to-action são semelhantes, mas o seu call-to-action é o que vai determinar a ação que você quer que seu público tome após o consumo do seu conteúdo.

O que exatamente você quer que seus leitores façam depois da leitura? Você quer que eles doem dinheiro, assinem uma newsletter, façam um curso ou comprem um produto? Esboce isso junto com seu objetivo para garantir que eles se alinham.

Por exemplo, se seu objetivo é promover a comunidade ou a colaboração, o seu call-to-action pode ser “Toque no botão de compartilhamento abaixo”.

5 – Escolha a mídia certa para a sua história

O storytelling pode tomar muitas formas. Algumas histórias são lidas, outras são assistidas, enquanto outras ainda são ouvidas. A sua escolha de mídia depende do tipo de história que quer contar, assim como os seus recursos, como tempo e dinheiro.

Veja algumas das diferentes maneiras de contar sua história:

  • História escrita: é contada através de artigos, posts ou livros. Elas são principalmente textos e podem incluir algumas imagens. As histórias escritas são, de longe, o método mais acessível de contar histórias, pois exige apenas um processador de texto gratuito, como o Google Docs. Ou, é claro, caneta e papel.
  • História falada: é contada pessoalmente, como uma apresentação, um discurso ou um painel. Por causa de sua natureza “viva” e não editada, as histórias faladas geralmente exigem mais prática e habilidade para transmitir mensagens e provocar emoções nas pessoas.
  • História em áudio: é falada em voz alta, mas gravada – é o que a diferencia da história falada. As histórias de áudio geralmente estão em formato de podcast e, com a tecnologia de hoje, a criação de uma história de áudio é extremamente acessível.
  • História digital: é contada através de uma variedade de mídias, como vídeo, animação, histórias interativas e até mesmo jogos. As histórias digitais são com toda certeza as que mais ressoam emocionalmente… E são, portanto, as mais caras. Mas não se preocupe: a mensagem entregue é mais importante do que a qualidade do vídeo.

6 – Crie!

Agora é a hora de começar a criar a sua história.

Com a mensagem principal, o seu objetivo de público-alvo e call-to-action já estabelecidos, esse passo é simplesmente adicionar detalhes e dar um toque criativo à sua história.

7 – Compartilhe sua história

Não esqueça de compartilhar e promover a sua história! Como qualquer tipo de conteúdo, a criação é apenas metade do trabalho – compartilhar é a outra metade.

Dependendo da sua mídia escolhida, um dos melhores caminhos é compartilhar sua história nas redes sociais e por email. Histórias escritas podem ser compartilhadas através de um blog, que é uma das melhores formas para fazer isso, pois possui um baixíssimo custo e fornece o uso do SEO.

Histórias digitais podem ser compartilhadas no YouTube ou no Vimeo. Embora as histórias faladas sejam mais bem transmitidas pessoalmente, considere gravar uma apresentação ao vivo para compartilhar mais tarde.

Quanto mais lugares você compartilhar sua história, mais engajamento você pode esperar do seu público.

Concluindo

O storytelling é uma arte. As histórias unem as pessoas e inspiram ações e respostas. Os consumidores de hoje não querem saber o que você está vendendo, mas porquê você está vendendo. O storytelling pode ajudar a comunicar esse porquê de uma maneira criativa e engajadora.

E você, já está pronto para contar suas histórias? Esperamos tê-lo ajudado a entender o que é e como funciona o storytelling. Se tiver alguma pergunta, não esqueça de deixar um comentário aqui embaixo e até a próxima!

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