Automatização nas empresas

O futuro está aqui. Já estamos na quarta Revolução Industrial, uma era onde os robôs começam a substituir alguns dos trabalhos humanos. É apenas natural que ocorra uma automatização nas empresas, mas o que isso significa para nós?

Segundo o jornal The Guardian, da União Européia, mais de 6 milhões de pessoas temem serem substituídas por robôs. Esse é um medo que toma conta das pessoas no geral desde a primeira Revolução Industrial da qual fizemos parte.

Afinal, a automatização nas empresas é um mal inevitável ou vem para nos auxiliar a ter um futuro melhor?

A Revolução Industrial

Desde que a máquina de vapor foi criada na Inglaterra durante o século XVIII, as máquinas tiveram o propósito de poupar o tempo do trabalho do ser humano, auxiliando-o. Com o avanço da tecnologia revolucionária para a época, logo as fábricas começaram a se espalhar pelo país.

As fábricas eram uma grande oportunidade para os camponeses que se mudavam para as cidades para trabalhar. A partir deles, se formou o proletariado, uma nova classe social.

A automatização nas empresas, desde aquela época, vinha para auxiliar milhares de pessoas, mas acabava arruinando o trabalho de outras. Os artesãos viram seus trabalhos serem substituídos pelas máquinas, que faziam seu trabalho com muito mais rapidez.

A Revolução Industrial rapidamente se espalhou pela Europa, sendo adotada por países como a França e a Alemanha.

O grande Charles Chaplin satiriza a Revolução Industrial em um de seus filmes mais famosos: Tempos Modernos

Porém, no Brasil, foi só em 1930, durante o governo de Getúlio Vargas, que as máquinas ganharam incentivo. Nosso país, que seguia o modelo agrário-exportador, finalmente ganhou força industrial.

Com esse início industrial no Brasil, tivemos efeitos positivos e negativos. Diminuiu-se a dependência da importação de produtos manufaturados, aumento de produção e diminuição de custos, geração de empregos, organização dos trabalhadores no sindicato e grandes avanços no transporte, iluminação urbana e infraestrutura.

Em contrapartida, aumentou-se a poluição dos ares e dos rios, houve o crescimento desordenado dos centros urbanos com a vinda dos camponeses para as cidades e, principalmente no início, abusou-se absurdamente do trabalho infantil nas fábricas.

O Barão de Mauá é considerado o primeiro industrial brasileiro, sendo responsável pela primeira fundição de ferro, primeira ferrovia e primeiro estaleiro brasileiro.

A quarta Revolução Industrial

Com a passagem do tempo, naturalmente outras Revoluções Industriais foram se formando. Na segunda, diversos inventos foram sendo comercializados, como o automóvel, o telefone, o televisor, o rádio e até mesmo o avião.

Já a terceira Revolução Industrial, para alguns estudiosos, teve início nos Estados Unidos e em alguns países europeus, a partir da descoberta de utilização do átomo. Para outros estudiosos, teve início na década de 70 com o descobrimento da robótica.

Hoje conhecida como a quarta Revolução Industrial, a era em que vivemos é caracterizada pelos robôs integrados em sistemas ciberfísicos.

Ainda que filmes como De Volta para o Futuro possam ter parecido exagerados por um bom tempo, algumas tecnologias como os comandos por voz, pagamento por celular, grandes televisores e vídeos chamadas foram previsões que realmente aconteceram.

Os carros voadores, retratados na trilogia e em vários outras produções cinematográficas, podem até demorar mais um bom tempo para acontecerem, mas diversas outras tecnologias já fazem parte da nossa vida.

Uma grande mudança que a quarta Revolução Industrial traz é a tendência à automatização nas empresas, principalmente fábricas.

Os sistemas ciberfísicos combinam máquinas com processos digitais, o que as faz capazes de tomarem decisões e cooperar entre eles e com os humanos. Isso dispensaria a necessidade de um humano trabalhar com a máquina, dando a ela independência.

A grande maioria das empresas sente-se otimista quanto a esse quadro. Segundo o resultado do último Barômetro da Inovação Global, 70% das empresas vê a quarta Revolução Industrial como positiva. No Brasil, o número é de 66%.

Apesar de terem boas expectativas quanto à essa nova era, pouquíssimos empresários e formadores de opinião brasileiros acreditam que o país tenha capacidade educacional para preencher as necessidades para essa inovação.

O Darwinismo Tecnológico

A automatização nas empresas parece cada vez mais real conforme estudos vão sendo feitos. Apesar de, por um lado, todo esse avanço possa trazer muitos aspectos positivos para nossa sociedade, por outro, o medo de ser substituído por um robô faz parte da maioria da população.

Chamado de darwinismo tecnológico, é baseada na teoria da evolução de Darwin que diz que: aquele que se adapta ao meio, prevalece.

O darwinismo tecnológico vem por trazer um grande debate social, já que a automatização corre o risco de apenas aumentar a desigualdade da distribuição de renda. Sem uma boa educação e um governo que apoie iniciativas de igualdade social, a quarta Revolução Industrial pode acabar isolando uma parcela da população.

Segundo um estudo do McKinsey, apenas nos Estados Unidos, 39 a 73 milhões de empregos podem ser eliminados por conta das máquinas, até 2030.

Enquanto algumas pessoas parecem tranquilas quanto à automatização nas empresas, ainda segundo o estudo do Barômetro da Inovação Global, outras temem pelos seus empregos.

Trabalhos que hoje são desafiadores, poderão facilmente ser substituídos por máquinas, transformando esse emprego em algo quase trivial, como o trabalho de médicos e advogados, por exemplo.

Usando como base um estudo da Oxford quanto ao risco de substituição do seu emprego por um robô, o site Will Robots Take My Job (os robôs vão roubar meu emprego?) facilita a pesquisa pelos cargos. A partir dessa rápida pesquisa, pode-se saber o percentual de chance de automatização do seu emprego.

Segundo estudos, um dos empregos com maiores chance de substituição por máquinas, é o de telemarketing, com 99%.

Adaptação

Com os assustadores números, podemos apenas torcer pela nossa adaptação a esses avanços, buscando uma automatização nas empresas que seja inclusiva e respeitadora dos nossos direitos como seres humanos.

E você, o que pensa sobre a automatização nas empresas e a quarta Revolução Industrial? Crê que são avanços positivos ou teme a perda do seu emprego? Deixe sua opinião nos comentários!

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