Conheça os irmãos Lumière

Conhece os irmãos Lumière? Já imaginou como seria o mundo sem o cinema? Com certeza seria muito mais quadrado e menos colorido do que é hoje.

O maravilhoso meio de contar histórias já nos proporcionou tantos eventos e emoções que cada um construiu sua relação própria com a sétima arte. Seja para nos entreter ou fazer refletir, o cinema se tornou fundamental como influenciador no modo como agimos e vivemos.

É inexplicável a capacidade do projetor em nos fazer rir e chorar. Tudo isso começou em 1895 com dois irmãos franceses, herdeiros de uma fábrica de películas fotográficas em Lyon, os irmãos Lumière.

Ok, mesmo que os Lumière tivessem parado na fotografia, é muito provável que alguém inventasse o cinematógrafo depois. Até porque, Auguste e Louis Lumière não foram os primeiros a registrarem o nome “cinematographos”. Quem o fez foi Léon Bouly, três anos antes, em 1892.

Porém, devido à falta de pagamento sobre a patente, Bouly a perdeu dois anos depois e em 13 de fevereiro de 1895, o cinematógrafo foi registrado pelos Lumière que, segundo eles, era uma máquina para estudos científicos sem muito futuro comercial.

No final daquele ano, viria a ser exibido a primeira projeção pública em La Ciotat, no sudeste da França, mas foi no Grand Café em Paris, que ocorreram as primeiras exibições com publicidade e cobrança de ingressos.

Essas exibições foram assistidas por ninguém menos que Georges Méliès, pai do cinema de ficção e dos efeitos especiais. Eram filmes extremamente curtos, devido à limitação do rolo de filmagem.

Curtas documentários como “A Saída da Fábrica Lumière em Lyon” e “Chegada de um Comboio à estação da Ciotat” eram exibidos. Uma curiosidade é a reação das pessoas ao primeiro contato com a telona: muitas se assustaram e correram com medo do trem que vinha na direção delas, aquela ilusão de movimento era algo único, de um realismo nunca antes visto.

Lumière pelo mundo

Após as exibições na França, os irmãos seguiram com o invento, apresentando-o para Londres, Bombaim e Nova York. Isso foi crucial para a popularização do cinema no mundo, tornando-se uma arte muito influente na cultura popular da época.

Os irmãos também foram responsáveis pela criação do processo de fotografias coloridas, fotografia em relevo, placa fotográfica seca, cinema em relevo e a “Cruz de Malta”, sistema que permite que uma bobina de filme desfile por intermitência.

Uma coisa é fato: os irmãos erraram muito quando disseram não acreditar no possível sucesso comercial do cinematógrafo. O invento foi apenas o responsável pela maior parte do entretenimento criado na primeira metade do século e inúmeros aparelhos inventados desde então (como a televisão) nunca seriam possíveis se não fosse a invenção dos Lumière.

As pessoas da época ficaram encantadas com a novidade e até hoje é difícil encontrar alguém que nunca foi cativado por um filme. Graças à invenção dos Lumière (e Bouly!) podemos nos emocionar com as histórias inovadoras que surgem todos os dias.

E se não fosse a coragem dos Lumière em levar a invenção deles para o mundo, provavelmente as coisas seriam bem diferentes hoje em dia.

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