O uso de dados na Web 3.0 e o “caso Facebook”

Como já escrevemos nesse post, com o avanço da tecnologia e as mudanças de hábitos dos consumidores, a era das informações também vai se adaptando.

Especialmente quando falamos de informações ao alcance de um clique, as mudanças são tão rápidas que quase não se pode acompanhar.

A quantidade de informações que caem no nosso colo não retroagem, ao invés, o modo como chegam é que difere.

Em meados dos anos 90 se formou a Web 1.0, onde os usuários tinham na tela de seu computador uma enxurrada de informações (muitas vezes irrelevantes).

Apesar das muitas informações, não havia muito a ser feito com elas. Pelo menos, não na internet.

Para se adaptar ao desejo do consumidor mais independente, surgiu a Web 2.0, onde foi compreendido que o usuário não queria apenas ler e receber a informação, queria participar.

Foi criada a era das redes sociais.

A Web 3.0

Se a Web 1.0 foi a era das informações de uma via só e a 2.0 a da participação, é de se compreender que o avanço tecnológico pudesse fazer com a que a Web ficasse ainda mais intimista.

A tecnologia que acompanhou a nova web foi surpreendente. Se pararmos para pensar nos celulares que usávamos há dez anos atrás e no que temos na nossa mão hoje, podemos ficar bastante admirados.

A nova web trouxe um conceito novo para o usuário. Também chamada de “web inteligente”, a Web 3.0 foi a pioneira do compartilhamento de dados. Os fios foram quase esquecidos.

Não é difícil compreender porquê. Na nossa televisão, temos fácil acesso à Netflix sem precisar de um cabo HDMI, ou podemos transmitir diretamente do smartphone para assistir nossa série favorita.

>A facilidade para se conectar e compartilhar seus dados encantou o usuário da nova web. A integração de diferentes aplicativos e sites com as redes sociais descomplicou o processo chato de cadastro.

Para que preencher longas linhas com nome e e-mail se com um clique posso utilizar meus dados já previamente cadastrados?

Roubo de dados

A vantagem desse tipo de compartilhamento transformou a indústria de aplicativos quase em um mercado negro.

Quando migraram para a web, tais aplicativos facilitaram o processo de cadastro, como já dito anteriormente, em troca de algo simples como informações pessoais.

Iludidos pela praticidade, estima-se que 87 milhões de usuários tiveram seus dados usados sem consentimento no recente caso da exposição de dados pelo Facebook.

Apesar de grande parte dos usuários serem norte-americanos, brasileiros estão em 8º lugar na lista.

Entendendo o caso da Cambridge Analytica

Durante a campanha de eleição dos Estados Unidos, a empresa de análise de dados Cambridge Analytica, utilizou os dados de usuários norte-americanos através de um aplicativo de teste psicológico que, em troca da conexão com o Facebook, entregava o resultado do teste

A empresa então tinha acesso não apenas ao usuário que entregou “voluntariamente” seus dados através do clique, mas também os dados de todos seus amigos conectados ao perfil na rede social.

O escândalo do vazamento de dados em favor da campanha e conseguinte eleição de Donald Trump fez com que Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, fosse chamado para depor no Congresso Americano.

Prometendo investigar o caso a fundo, Zuckerberg se manifestou publicamente para pedir desculpas sobre a quebra de confiança de seus usuários.

Admitindo o erro, o CEO afirmou que não há como voltar atrás, mas garante que irá utilizar a experiência para aprender e melhorar no futuro.

O que o uso de dados significa para nós

Com o escândalo da Cambridge Analytica os usuários das redes sociais se manifestaram com comentários positivos e negativos quanto ao uso de dados e privacidade.

Cabendo muita discussão quanto ao escândalo e ao futuro da web inteligente, é preciso se perguntar se criticar a nova visão do futuro não nos fará retornar anos de avanço.

Com a informação e o compartilhamento de dados disponível a um clique, cabe aos usuários da nova era da informação gerenciar o valor da sua privacidade.

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